Festa de Nossa Senhora da Boa Morte
qui., 13 de ago.
|Cachoeira


Horário e local
13 de ago. de 2026, 08:00 – 17 de ago. de 2026, 18:00
Cachoeira, Cachoeira, BA, 44300-000, Brasil
Convidados
Sobre o evento
Festa de Nossa Senhora da Boa Morte
Cachoeira e São Félix – Recôncavo Baiano
de 13 à 17 de Agosto de 2026
Apresentação da Viagem
Esta é uma viagem de cunho espiritual, cultural e ancestral, realizada no coração do Recôncavo Baiano, durante o período sagrado da Festa em Homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.
A Festa da Boa Morte acontece todos os anos entre os dias 13 e 17 de agosto e é conduzida pela Irmandade da Boa Morte, formada por mulheres negras que mantêm viva essa tradição há mais de dois séculos.
A celebração simboliza a passagem de Nossa Senhora, sua morte, assunção e coroação. Ao mesmo tempo, carrega um forte sincretismo com os orixás femininos e com os ciclos de morte e renascimento presentes nas tradições africanas.
Sobre Cachoeira - Recôncavo Baiano
Cachoeira é um dos territórios mais importantes do Recôncavo Baiano e da história do Brasil. Às margens do Rio Paraguaçu, a cidade cresceu como ponto estratégico de circulação, comércio e vida cultural desde o período colonial.
Com forte presença africana. Cachoeira preserva um conjunto arquitetônico marcante, tradições religiosas populares e uma memória coletiva profundamente ligada à fé, à resistência e à organização comunitária. Foi também protagonista da Independência da Bahia, em 25 de junho de 1822, data celebrada até hoje.
Com forte presença africana. Cachoeira preserva um conjunto arquitetônico marcante, tradições religiosas populares e uma memória coletiva profundamente ligada à fé, à resistência e à organização comunitária. Foi também protagonista da Independência da Bahia, em 25 de junho de 1822, data celebrada até hoje.
Reconhecida como Patrimônio Histórico Nacional, Cachoeira não é apenas um destino, mas um encontro com a memória, a identidade e a força do Recôncavo Baiano.
Destinos - Roteiro Espiritual e Cultural
Galeria Hansen: No coração do Centro Histórico de Cachoeira, a Fundação Hansen Bahia abre suas portas como um templo da gravura e da memória. Entre paredes que guardam xilogravuras e imagens que atravessam tempos, encontramos um lugar onde a arte acende lembranças: da baía, dos ofícios, das vozes que moldaram este chão. Nesta parada da nossa peregrinação à Festa da Boa Morte, a visita à Galeria é um rito de presença um convite a olhar, ouvir e ser tocado pela história impressa no papel e no tempo. Caminharemos pelos acervos, conheceremos a obra de Hansen e Ilse, e faremos um breve momento de partilha silenciosa para honrar as linhas que nos ligam às nossas ancestrais.
Largo do Monte: O Largo do Monte é um dos espaços mais antigos e emblemáticos de Cachoeira. Localizado em uma das áreas mais altas da cidade, abriga a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Monte, cuja devoção está presente na vida da população desde o século XVIII. A construção da igreja em um ponto elevado não foi aleatória. No período colonial, esses locais simbolizavam proteção, referência e visibilidade. Em Cachoeira, o Monte tornou-se um marco urbano e religioso, visível de vários pontos da cidade e profundamente ligado à identidade local. A devoção a Nossa Senhora da Conceição do Monte é celebrada tradicionalmente no dia 8 de dezembro e atravessa gerações de moradores. Para muitos, a igreja representa cuidado, amparo e continuidade da fé popular, sendo um espaço procurado tanto em momentos de celebração quanto de recolhimento. Além de seu valor religioso, o Largo do Monte oferece uma das vistas mais amplas da cidade, permitindo compreender a relação entre o centro histórico, o Rio Paraguaçu e o crescimento urbano de Cachoeira. É um lugar onde história, paisagem e memória se encontram de forma simples e profunda. Durante a viagem, a passagem pelo Largo do Monte possibilita conhecer Cachoeira desde um de seus pontos mais significativos, entendendo como fé e território moldaram a cidade
ao longo do tempo.
Vivência no Quilombo Kaonge e Dendê: Durante nossa jornada ao Recôncavo Baiano, viveremos uma experiência profunda de encontro com as comunidades quilombolas de Kaonge e Dendê, territórios de resistência, memória e preservação cultural. O roteiro dia a dia inclui recepção comunitária e guiamento local, proporcionando uma imersão conduzida por quem vive e sustenta essa história. Teremos roda de conversa com griô, compartilhando o processo histórico e o desenvolvimento das comunidades quilombolas da região, fortalecendo a compreensão sobre identidade, território e ancestralidade.
A experiência inclui ainda a vivência prática dos saberes tradicionais:
feitura artesanal da farinha,
produção do azeite de dendê no pilão,
preparo de xaropes com ervas medicinais,
visita ao criatório de ostras,
conversa sobre a moeda social local “sururu”,
além de samba de roda e feirinha com produtos da própria comunidade.
Não se trata apenas de visitar, mas de participar, ouvir, aprender e valorizar. Cada atividade é conduzida por moradores que mantêm vivos os conhecimentos transmitidos entre gerações. Essa vivência amplia nossa compreensão do Recôncavo para além da história oficial, revelando a força das comunidades quilombolas na construção cultural da região um encontro verdadeiro com o Brasil profundo.
Ruínas do Convento de Santo Antônio – Paraguaçu: Às margens do Rio Paraguaçu, as Ruínas do Convento de Santo Antônio se erguem como um dos cenários históricos mais impressionantes do Recôncavo Baiano. Construído no século XVII pelos franciscanos, o convento foi símbolo de fé, organização e influência na formação da região. Hoje, suas paredes de pedra e arcos preservados revelam a grandiosidade do período colonial e a força do tempo sobre a história. Entre o rio e as ruínas, o passado se torna visível. Uma parada que nos conecta diretamente às origens do Recôncavo e à memória que ainda sustenta este território.
Comunidade do Rosarinho: A Comunidade do Rosarinho é um território de memória viva, onde cada casa, cada quintal e cada roda de conversa guardam histórias de resistência e continuidade. O Rosarinho carrega a força das comunidades quilombolas do Recôncavo, mantendo viva a identidade construída com luta, organização e dignidade. Durante nossa vivência, seremos recebidas pela própria comunidade, participando de momentos de escuta e troca, conhecendo seus modos de produção, seus saberes tradicionais e suas expressões culturais. Teremos roda de conversa, contato com a história local e experiências que revelam o cotidiano real de quem sustenta esse território.
Casa da Câmara e Cadeia: A Casa da Câmara e Cadeia é um dos edifícios mais emblemáticos do período colonial no Recôncavo Baiano. Construída no século XVIII, ela reunia, no mesmo espaço, o poder administrativo e o sistema prisional, símbolo claro de como a autoridade e o controle eram exercidos naquele tempo. Ali eram tomadas decisões políticas que impactavam toda a região. E ali também eram encarceradas pessoas que desafiaram as regras impostas, muitas delas negras, pobres ou insurgentes diante das injustiças da época. O prédio representa uma face importante da história: a estrutura de poder que organizava a cidade, mas também os mecanismos de repressão que marcaram profundamente a população local. Visitar a Casa da Câmara e Cadeia é encarar o passado sem filtros. É compreender como leis, disputas e resistências moldaram o Recôncavo. É reconhecer que a história de Cachoeira não é feita apenas de devoção e celebração, mas também de enfrentamento e transformação.
Igreja da Ordem Terceira do Carmo: A Igreja da Ordem Terceira do Carmo é um dos mais belos exemplares da arquitetura religiosa colonial no Recôncavo Baiano. Construída entre os séculos XVII e XVIII, ela revela o poder simbólico e social das irmandades que marcaram a organização da cidade. As Ordens Terceiras eram formadas por membros da sociedade civil que, além da devoção religiosa, desempenhavam papel importante na estrutura social e política local. A igreja não era apenas espaço de fé, mas também de pertencimento e influência. Sua fachada imponente e seu interior ornamentado testemunham um período em que a religião estruturava a vida pública e privada. Cada detalhe arquitetônico revela o cuidado artístico e o valor atribuído à construção como expressão de identidade e prestígio. Visitar a Igreja da Ordem Terceira do Carmo é compreender como fé e organização social caminharam juntas na formação de Cachoeira. É perceber que os templos do Recôncavo não são apenas edifícios históricos são registros vivos de como a sociedade se estruturava, se afirmava e se perpetuava.
Vivência da Festa de Nossa Senhora da Boa Morte
Durante os dias da viagem, o grupo irá acompanhar momentos da programação pública da festa, como:
Procissões e cortejos
Missas e celebrações
Momentos de samba de roda e encontros comunitários
Visita do grupo a irmandade de Boa Morte
Para Quem é Essa Viagem
Pessoas em busca de reconexão espiritual
Interessados em ancestralidade, cultura afro-brasileira e fé popular
Quem sente o chamado por experiências profundas e transformadoras
Pessoas que desejam viver o Recôncavo de forma consciente e respeitosa
O Que Está Incluído no Valor
Acompanhamento e condução espiritual durante toda a viagem
Rituais e vivências em grupo
Roteiro organizado e visitas guiadas
Mediação cultural e espiritual
Suporte durante todo o período
Translado no trecho Salvador - Cachoeira - Salvador
Hospedagem com café da manhã em Cachoeira – de 13 à 17/08
Guia de turismo local
O Que Não Está Incluído
Deslocamento até a cidade de Salvador
Alimentação (Almoço e Jantar)
Passagens Aéreas
Seguro Viagem
Valor do Investimento
R$ 3.500,00 - Pix
Parcelamento: 5 x R$ 868,76 - Cartão de crédito
Condução do Grupo
Raquel Prates: Terapeuta Holística e Benzedeira de tradição familiar e também através da egrégora dos Bentos e Benzedeiras de Quilombo. Conduz mentorias que te ensinam a reconhecer sua espiritualidade e cuidar do seu sagrado de forma simples e profunda. Já iniciou mais de 3000 pessoas distribuidas em 7 Estados e 10 cidades do Brasil.
Considerações Finais
Essa não é uma viagem turística comum. É um chamado.
Um encontro com a fé feminina, com a ancestralidade negra, com a história viva do Brasil e com aquilo que em nós pede silêncio, presença e reverência.
Informações e Reservas
Whatsapp: 11.97428-5868
